quarta-feira, 27 de abril de 2011

Velha guarda

Gosto quando a sedução trabalha sem pressa, respeitando o seu próprio tempo e ritmo. Sem a obrigação de mostrar resultados “pra ontem”. Como se o sentimento fosse um fast-food, embalado e prontinho para ser devorado em menos de 15 minutos. Eu sei, sou antigo, ultrapassado, lento, quase um fóssil. Mas ainda não entrei na lista de extinção. Tenho convicção disso quando eu vejo alguns amigos ensaiando um novo romance, começando uma nova história. Eles estão lá, assim como eu, dançando Sinatra, enquanto o bar inteiro pede punk rock.

3 comentários:

Anônimo disse...

...meu querido, penso que não só o "bar inteiro pede punk rock", mas, a vida. Eu também sou meia dinossaura, não entendo como nem por quê as pessoas se tratam de forma descartável, como numa linhagem fordista de produção fabril, onde os produtos vão passando numa esteira e cada trabalhador tem contato com uma parte do produto, nunca o produto final, completo. E por este mesmo trabalhador, vão passando vários, milhares de produtos ao longo do dia e ele repete a mesma atitude mecânicamente perante... assim como na vida... nos somos descartáveis...
rs... acho que viajei, né?! A.

My Telephone disse...

Poxa,
não sei nem o que dizer diante desse texto e o comentário acima!
Realmente, há muitos como você. Como eu! =)

Graças!

Débora Oliveira disse...

As relações humanas têm se tornado vazias. Usamos e somos usados o tempo todo. Quando se tenta caminhar na mão contrária é bom estar pronto pra colisão.
Total identificação com quase todos os textos aqui.
:)