segunda-feira, 16 de março de 2009

Limitações estéticas


- Ele é feio, mas é legal.

E assim começou a noite de sábado. Com uma carga extra de sinceridade não ofensiva. Por mais espontâneo que fosse o veredicto da estranha, aquelas palavras já não tinham mais tanto peso. Não para aquele rapaz, que aprendeu a rir da própria cara desde muito cedo. Voltou para casa de manhã, sozinho, como de costume. Adormeceu abraçado com a sua feiúra. Talvez com medo de que alguém tentasse roubá-la. Não o culpo por tanto zelo, cuidado e proteção. Afinal, era tudo o que ele tinha.

5 comentários:

Cleo Lima disse...

K.O.

Camila Costa disse...

KKKKKKKKKKK Que massa, me sinto do mesmo modo as vezes sabia? na só em relação a estética, mas é...haha gostei :)

Livia disse...

Vc só esqueceu de colocar o conceito de feiúra da estranha....

:P

marco navarro disse...

marceleza, meu véio, tá na hora de pensar em publicar noutro formato. vamos conversar. M.

T. disse...

É doce e comovente a discrepância profunda sentida e agoniadamente sincera que há entre ambição e realização.