
Foto: Uliana Fechine
Foi preciso alguém gritar “solta as amarras!” para ela finalmente entender que era hora de levantar âncora e explorar novos portos. Começou pelos inseguros. Afinal, de previsibilidade já bastava aquela rotina massacrante, o percurso para o trabalho, a sequência de exercícios na academia e o alface na salada. Por que se contentar com a ilhota ao lado se a embarcação tinha autonomia para chegar ao continente? Aqui do farol eu vejo suas manobras. Algumas cheias de ousadia, graça e sensibilidade, outras na base da força e perseverança. Não vou questionar o poeta, eu sei que navegar é preciso. Mas tão importante quanto isso é manter o leme firme e possuir um coração disposto a cometer (sempre que necessário) desatinos em nome de uma boa aventura.